O tempo pode ter passado. Aliás, sei que ele passou. Toda essa claridade no meu quarto deixa evidente que já não é mais noite. Mas pra onde foram todas aquelas horas que eu gastei pensando no meu medo e nas ações que eu não tomei? Por que as conclusões se recusaram a aparecer?
Eu decidi não entrar no habitual drama e afastei a auto-piedade, que já se convidava pra passar a noite em meu quarto, empurrando as lamentações pra fora junto com ela.
Já que perder o sono era inevitável, tentei pelo menos gastar todo esse tempo encontrando idéias de como acabar com aquele medo que me dominava. Deveria haver alguma coisa que eu pudesse fazer. Uma forma diferente de dizer as mesmas coisas que eu já havia dito, uma forma que fizesse com que elas funcionassem. Alguma coisa tinha que fazer com que ele entendesse o quanto eu me importava.
Mas tudo o que eu consegui foram mais duvídas.
Será que ele não se importava? Eu deveria mesmo continuar seguindo em frente, o evitando e fingindo não sentir aquele medo toda a vez que o encontrava?
Ele não era o espelho com que eu estava acostumada a jogar. Minhas aproximações causavam afastamento, mas ele jamais me deixava, como se precisasse de mim.
Talvez eu também precisasse dele.
Mas eu sabia que por mais corda que eu o desse, ele jamais se enforcaria. As coisas não eram tão simples com ele, e isso me prendia. Mas eu sobrevivia muito bem sem ele e suas complicações. Era uma questão de tempo até que o impacto daquele reencontro se dissolvesse.
Sentei na cama, passando as mãos pelos cabelos desarrumados, e avaliei meu estado. A ausência do sono em minha noite não parecia trazer grandes conseqüências, e eu me sentia muito bem disposta. Já era hora de ocupar meus pensamentos com coisas úteis, deixar pra trás todos aqueles pensamentos bobos e confusos que freqüentam a mente de todas as garotas, e cumprir minhas obrigações.
Naquela noite não encontrei respostas.
Mas também não encontrei lágrimas. Preferi deixar que elas, qualquer uma das duas, me encontrassem.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
' Há um sentimento no mundo ao qual todos fugimos, o medo. Algumas pessoas possuem medo de altura, medo de sair nas ruas violentas, medo fobia que seria o pior tipo de medo existente. Mas, não para mim. Sempre tive orgulho de dizer que enfrento o mundo, capacidade existente em poucos. Mas assim como as fobias, o medo de tentar e não conseguir persegue quem os evita.
Eu evitei enfrentar, talvez, um dos piores medos que já senti. O medo de perder alguém que gosto muito. Senti medo de desprender meus lábios e em vez de palavras doces, saltasse fogo. Ontem eu senti medo de falar, senti medo de olhar, senti medo de tocar e principalmente, tive medo de perder.
Ontem, sábado (07/02/2009), eu senti medo. '
Eu evitei enfrentar, talvez, um dos piores medos que já senti. O medo de perder alguém que gosto muito. Senti medo de desprender meus lábios e em vez de palavras doces, saltasse fogo. Ontem eu senti medo de falar, senti medo de olhar, senti medo de tocar e principalmente, tive medo de perder.
Ontem, sábado (07/02/2009), eu senti medo. '
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