Um fim sempre merece um luto, porque sempre leva alguma coisa consigo. Sempre ha a morte da esperança, dos planos, e a tentativa de homicídio das lembranças. Digo tentativa porque elas são resistentes, guerreiras e teimosas. Não se rendem, não somem, com muita luta apenas se deixam arquivar.
Pra mim esse fim é exatamente como um aborto. A morte de uma coisa que, no começo, me deixava relutante, era inesperada e assustadora. Nunca fui muito fã de romances, sempre tive medo do poder que eles parecem ter. Precisei de algum tempo pra me acostumar com a idéia, mas aos poucos eu começava a gostar de ter minha mão segura na dele, ver um futuro menos sozinho. Foi como comprar ropinhas e escolher nomes. Aquela expectativa que me levava a agonia de nunca saber se seria capaz de criar essa relação, o medo de perder o controle sobre ela e o sonho de vê-la crescer. Mas o fim, ao contrário do começo, foi quase ensaiado. Dado os dois meses de sonho, era hora de deixar partir aquele começo de mudança em minha vida.
Tenho agora o luto por tudo aquilo que não existiu. A brincadeira planejada que não vou fazer, o pôr-do-sol de verão que não vamos ver, o sofá em que ele não vai dormir, a ida ao museu que eu vou adiar por um bom tempo.
Fica agora a vontade de evitar o nome 'Porto Alegre', a certeza de que vou mudar meu beijo, duas ou três blusas que eu vou enterrar no fundo do meu guarda-roupa, as fotos que eu vou virar o rosto pra não ver e a vontade de expulsar meu teclado de casa.
E, é claro, a certeza de que tudo isso vai passar.
domingo, 23 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Sei que não vai me ajudar em nada, mas tenho que perguntar, porque tem alguma coisa real atrás da máscara. Alguma coisa verdadeira que não percebemos, que ainda não passamos a conhecer...
Quem sabe um dia possamos conhecer melhor tudo isso e deixar essas lágrimas para trás e ir para onde sempre sonhamos;
Afinal, por que esperamos por esse momento? Por que esperar por esta noite?
Afinal, nada disso faz sentido, não é??
Realize-se, viva enquanto ainda pode e desfaça seus erros e desentendidos enquanto ainda há tempo... uma hora tudo tem um fim; não deixe que o fim chegue antes das resoluções.
Quem sabe um dia possamos conhecer melhor tudo isso e deixar essas lágrimas para trás e ir para onde sempre sonhamos;
Afinal, por que esperamos por esse momento? Por que esperar por esta noite?
Afinal, nada disso faz sentido, não é??
Realize-se, viva enquanto ainda pode e desfaça seus erros e desentendidos enquanto ainda há tempo... uma hora tudo tem um fim; não deixe que o fim chegue antes das resoluções.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Confusões, confissões, reclamações, escolhas, decepções. Tudo isso fazem parte de dias difíceis. Complicado entender as coisas que ocorrem na nossa volta, e esperar mais das pessoas que lhe rodeiam é se dexar comprimir pela própria ignorância.
Ninguém é como você quer que seja.
Mas todos devemos nos respeitar, e falar quando precisar falar.
Ninguém é como você quer que seja.
Mas todos devemos nos respeitar, e falar quando precisar falar.
domingo, 17 de maio de 2009
Os dias se tornaram mais obscuros e as noites mais frias. A máscara de uma falsa felicidade cai, quando a noite penetra rapidamente no meu quarto, me envolvendo em uma solidão que somente eu poderia compreender.
No escuro tudo parece mais claro para mim, a verdade nua me penetra como finas agulhas me mostrando que eu realmente não sou tudo aquilo.
Naquela noite do dia 16 de maio, as sombras que eram projetadas nas minhas paredes me faziam estremecer ao me fazer lembrarem de épocas onde eu realmente era feliz.
Todos os sorrisos, brincadeiras se foram e não podem ser recuperadas. Seria como se eu quisesse segurar fumaça com as mãos. Eu sentia o frio se espalhar lentamente pelo meu corpo, me deixando atenta a tudo que acontecia, dando espaço para procurar ideias para coisas inúteis.
Eu não sentia medo, sentia tristeza por não ter prestado mais atenção.
Eu parei de fugir e fingir que tudo esta bem. Não luto mais com lágrimas que deixaram de existir naquela noite. Percebi que me afundei em meus sonhos, em mim mesma... mas isso muito antes do esperado.
No escuro tudo parece mais claro para mim, a verdade nua me penetra como finas agulhas me mostrando que eu realmente não sou tudo aquilo.
Naquela noite do dia 16 de maio, as sombras que eram projetadas nas minhas paredes me faziam estremecer ao me fazer lembrarem de épocas onde eu realmente era feliz.
Todos os sorrisos, brincadeiras se foram e não podem ser recuperadas. Seria como se eu quisesse segurar fumaça com as mãos. Eu sentia o frio se espalhar lentamente pelo meu corpo, me deixando atenta a tudo que acontecia, dando espaço para procurar ideias para coisas inúteis.
Eu não sentia medo, sentia tristeza por não ter prestado mais atenção.
Eu parei de fugir e fingir que tudo esta bem. Não luto mais com lágrimas que deixaram de existir naquela noite. Percebi que me afundei em meus sonhos, em mim mesma... mas isso muito antes do esperado.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O tempo pode ter passado. Aliás, sei que ele passou. Toda essa claridade no meu quarto deixa evidente que já não é mais noite. Mas pra onde foram todas aquelas horas que eu gastei pensando no meu medo e nas ações que eu não tomei? Por que as conclusões se recusaram a aparecer?
Eu decidi não entrar no habitual drama e afastei a auto-piedade, que já se convidava pra passar a noite em meu quarto, empurrando as lamentações pra fora junto com ela.
Já que perder o sono era inevitável, tentei pelo menos gastar todo esse tempo encontrando idéias de como acabar com aquele medo que me dominava. Deveria haver alguma coisa que eu pudesse fazer. Uma forma diferente de dizer as mesmas coisas que eu já havia dito, uma forma que fizesse com que elas funcionassem. Alguma coisa tinha que fazer com que ele entendesse o quanto eu me importava.
Mas tudo o que eu consegui foram mais duvídas.
Será que ele não se importava? Eu deveria mesmo continuar seguindo em frente, o evitando e fingindo não sentir aquele medo toda a vez que o encontrava?
Ele não era o espelho com que eu estava acostumada a jogar. Minhas aproximações causavam afastamento, mas ele jamais me deixava, como se precisasse de mim.
Talvez eu também precisasse dele.
Mas eu sabia que por mais corda que eu o desse, ele jamais se enforcaria. As coisas não eram tão simples com ele, e isso me prendia. Mas eu sobrevivia muito bem sem ele e suas complicações. Era uma questão de tempo até que o impacto daquele reencontro se dissolvesse.
Sentei na cama, passando as mãos pelos cabelos desarrumados, e avaliei meu estado. A ausência do sono em minha noite não parecia trazer grandes conseqüências, e eu me sentia muito bem disposta. Já era hora de ocupar meus pensamentos com coisas úteis, deixar pra trás todos aqueles pensamentos bobos e confusos que freqüentam a mente de todas as garotas, e cumprir minhas obrigações.
Naquela noite não encontrei respostas.
Mas também não encontrei lágrimas. Preferi deixar que elas, qualquer uma das duas, me encontrassem.
Eu decidi não entrar no habitual drama e afastei a auto-piedade, que já se convidava pra passar a noite em meu quarto, empurrando as lamentações pra fora junto com ela.
Já que perder o sono era inevitável, tentei pelo menos gastar todo esse tempo encontrando idéias de como acabar com aquele medo que me dominava. Deveria haver alguma coisa que eu pudesse fazer. Uma forma diferente de dizer as mesmas coisas que eu já havia dito, uma forma que fizesse com que elas funcionassem. Alguma coisa tinha que fazer com que ele entendesse o quanto eu me importava.
Mas tudo o que eu consegui foram mais duvídas.
Será que ele não se importava? Eu deveria mesmo continuar seguindo em frente, o evitando e fingindo não sentir aquele medo toda a vez que o encontrava?
Ele não era o espelho com que eu estava acostumada a jogar. Minhas aproximações causavam afastamento, mas ele jamais me deixava, como se precisasse de mim.
Talvez eu também precisasse dele.
Mas eu sabia que por mais corda que eu o desse, ele jamais se enforcaria. As coisas não eram tão simples com ele, e isso me prendia. Mas eu sobrevivia muito bem sem ele e suas complicações. Era uma questão de tempo até que o impacto daquele reencontro se dissolvesse.
Sentei na cama, passando as mãos pelos cabelos desarrumados, e avaliei meu estado. A ausência do sono em minha noite não parecia trazer grandes conseqüências, e eu me sentia muito bem disposta. Já era hora de ocupar meus pensamentos com coisas úteis, deixar pra trás todos aqueles pensamentos bobos e confusos que freqüentam a mente de todas as garotas, e cumprir minhas obrigações.
Naquela noite não encontrei respostas.
Mas também não encontrei lágrimas. Preferi deixar que elas, qualquer uma das duas, me encontrassem.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
' Há um sentimento no mundo ao qual todos fugimos, o medo. Algumas pessoas possuem medo de altura, medo de sair nas ruas violentas, medo fobia que seria o pior tipo de medo existente. Mas, não para mim. Sempre tive orgulho de dizer que enfrento o mundo, capacidade existente em poucos. Mas assim como as fobias, o medo de tentar e não conseguir persegue quem os evita.
Eu evitei enfrentar, talvez, um dos piores medos que já senti. O medo de perder alguém que gosto muito. Senti medo de desprender meus lábios e em vez de palavras doces, saltasse fogo. Ontem eu senti medo de falar, senti medo de olhar, senti medo de tocar e principalmente, tive medo de perder.
Ontem, sábado (07/02/2009), eu senti medo. '
Eu evitei enfrentar, talvez, um dos piores medos que já senti. O medo de perder alguém que gosto muito. Senti medo de desprender meus lábios e em vez de palavras doces, saltasse fogo. Ontem eu senti medo de falar, senti medo de olhar, senti medo de tocar e principalmente, tive medo de perder.
Ontem, sábado (07/02/2009), eu senti medo. '
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